Apaga, Apaga

– Robert Frost, translated by Oliveira Simões

A serra circular rosnou e vibrou no quintal
E criou pó e produziu semilongas varas de madeira,
Doce aroma quando a brisa transitou por ele.
E de lá todos que levantaram os olhos deram conta:
Cinco cadeias de montanha uma trás outra
Sob o pôr do sol ao longe em Vermont.
E a serra rosnou e vibrou, rosnou e vibrou,
Como estava leve, ou tinha que gerar uma carga.
E nada aconteceu: o dia estava quase no fim.
Damos o dia por encerrado, oxalá tivessem dito
Para agradar ao menino dando-lhe a meia hora
Que um menino anseia ao ser poupado de trabalhar.
Sua irmã ficou ao lado deles em seu avental
Para lhes dizer “Jantar.” À menção da palavra, a serra,
Como se para provar que serras soubessem o que é jantar,
Escapuliu da mão do menino, ou pareceu escapulir—
Ele deve ter dado a mão. Seja como for,
Nenhum dos dois recusou o encontro. Menos a mão!
O primeiro clamor do menino foi uma risada pesarosa,
Conforme girou na direção deles levantando a mão
Metade em súplica, mas metade como se para evitar
Que a vida derramasse. Então o menino viu tudo—
Sendo crescido o bastante para saber, meninão
Fazendo trabalho de homem, porém com coração infante—
Ele viu tudo arruinado. “Não deixa ele cortar minha mão—
O médico, quando ele vier. Irmã, não deixa, não!”
Daí. No entanto, a mão já era.
O médico o pôs na escuridão do éter.
Ele deitou-se e soprou seus lábios com sua respiração.
E então—o observador com o pulso levou um susto.
Ninguém acreditou. Auscultavam o seu coração.
Pouco—menos—nada!—e tudo terminou.
Nada mais que investir ali. E eles, já que
Não eram o morto, foram cuidar dos seus negócios.